
Depois de ficar por mais de duas horas prestando esclarecimentos no 23º Distrito Policial, o zagueiro palmeirense Danilo apareceu na Academia de Futebol para, pela primeira vez, dar a sua versão do episódio envolvendo o zagueiro Manoel, do Atlético-PR. Antes de iniciar a entrevista coletiva, o atleta pediu a palavra para se desculpar com o rival do time paranaense:
- Estou aqui para responder tudo, mas, principalmente, para pedir desculpas ao Manoel, que é um profissional. Estou arrependido. Não se cospe na cara de um homem, e não gostaria que fosse comigo. Aquele jogador de ontem, as pessoas que acompanham o Palmeiras e convivem comigo no futebol sabem que não é o Danilo. As pessoas me conhecem. Estou arrependido e peço desculpas a todos que me conhecem. Isso não vai mais acontecer – disse o camisa 23 palmeirense.
- Meu ato foi errado, mas não sou bandido. Eles acharam um bode expiatório e eu caí de gaiato. Dei brecha. Estou aqui de cara limpa para assumir que errei. Vou para lá (Curitiba) e quero jogar para ajudar o Palmeiras. Vou ser xingado e isso é coisa do futebol. Não vai ser um jogo normal por tudo o que foi criado, e o Atlético-PR é especialista nisso, em criar um clima hostil em decisões. Mas esse foi um ato do Danilo e não vai acovardar o Palmeiras – continuou o zagueiro do Palmeiras.
- A palavra macaco foi errada da minha parte. Eu deveria ter caído (depois da cabeçada de Manoel). Mas não justifica o macaco. De repente poderia xingar a mãe dele, como ele xingou a minha. Macaco era impróprio no momento. Deveria ter sangue frio e pensar mais. Mas não aconteceu...
-Fiquei surpreso (com a repercussão) porque sou jogador. Na delegacia, ouvi que eles tinham de prender bandido. (Macaco) Foi uma palavra e não uma ideia minha. Não sou branquinho. Na minha família mesmo, minha esposa é descendente de indígenas, e isso gera uma situação complicada. Não sou racista e polêmico, como estão falando.























































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