
JOGADOR QUE O DEPTO. MÉDICO DO BRASIL AFIRMARA ESTAR TOTALMENTE RECUPERADO APARECEU COM PROTEÇÃO NAS COSTAS DURANTE UM LANCE QUE AS CÂMERAS FLAGRARAM !!!
Uma das imagens que mais ficaram marcadas no empate por 0 a 0 entre Brasil e Portugal, na última sexta-feira, foi a do atendimento ao goleiro Julio Cesar após uma colisão com o português Raul Meirelles. Após o choque, a camisa de Júlio César se rasgou e, por baixo das duas outras camisas que o goleiro usava, apareceu a proteção que usa na região lombar. Nno momento em que era atendido pelos médicos, foi possível ver um material aparantente metálico em forma de U .
Na zona mista, após o jogo, Júlio César foi perguntado sobre o material. Segundo "O Globo" e "O Estado de S. Paulo", o goleiro admitiu que a peça é metálica, mas pediu para não que isso não fosse revelado:
- É por causa da Fifa, tem ferro. Mas não publiquem isso porque vai me complicar - disse o goleiro.
Por causa disso, ainda segundo os jornais, o preparador de goleiros Wendel Ramalho retirou o material e o escondeu dentro de um agasalho da CBF após a partida. Questionado sobre se há alguma parte de metal na proteção que o goleiro usa, o médico José Luiz Runco foi categórico ao responder.
- Não, não... – disse.
Segundo o comentarista Arnaldo César Coelho, o uso de uma peça de metal pode ser problemático:
- Se for apenas uma bandagem, a CBF não precisa consultar ninguém. Mas se tiver algum objeto mais duro ali e que possa colocar em risco um adversário numa eventual dividida, aí é necessário pedir autorização do árbitro.
O ex-árbitro da FIFA e também comentarista Renato Marsiglia chamou atenção para outro ponto:
- O árbitro deve ser consultado. O caminho natural é a CBF procurar a Fifa, que delega a decisão ao árbitro, que pode aceitar ou não. Como fez a Costa do Marfim com a proteção que o Drogba usou no braço. Normalmente, antes do jogo, o trio de arbitragem confere chuteiras, caneleiras, brincos, anéis, colares... Agora, se o árbitro percebe que tem algo diferente num jogador e sem ele ter sido consultado, pode mandar o atleta retirar a proteção ou então pedir para que o jogador seja substituído.
Recentemente, a seleção brasileira tentou impedir que o atacante Drogba, da Costa do Marfim, atuasse com uma proteção no braço, fraturado pouco antes do Mundial da África do Sul. Justamente por acreditar que havia metal no objeto. Não deu certo, porque o jogador atuou e fez um gol na derrota por 3 a 1 para o Brasil.
Julio Cesar afirmou, no entanto, que a proteção usada é comum no seu dia-a-dia. Segundo o camisa 1, é apenas algo que o deixa mais confortável.
Como explicou José Luiz Runco, médico da seleção brasileira, o problema de Julio Cesar é uma protrusão. De acordo com dicionários médicos, isso é uma saliência ou o deslocamento para frente de alguma membrana, osso ou músculo. No caso da protrusão discal, o problema ocorre nos discos que formam a coluna vertebral.
Esse problema atrapalhou o goleiro na preparação para a Copa do Mundo. Depois de sofrer uma pancada no primeiro tempo do amistoso contra o Zimbábue, ele ficou alguns dias treinando à parte para se recuperar.























































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