
VITÓRIA 2x1 SANTOS
SANTOS PERDE O JOGO MAS GARANTE O TÍTULO!!!

Vitória e Santos se enfrentaram ontem pela finalíssima da Copa do Brasil 2010.O gramado em condições péssimas ficou em situação ainda mais degradante no decorrer da partida por cuasa da chuva que insistia em cair em Salvador.
Execução do hino nacional e suas reações
No estádio do Barradão foi tocado o hino nacional brasileiro completo,com as dua partes.O que me incomodou e me entristeceu não é só particularidade da Bahia e sim da maioria esmagadora dos estados é que os torcedores "não respeitam" o nosso próprio hino.Ficam cantando músicas dos times enquanto ao fundo é tocado o hino do Brasil.Seria por que eles não sabem cantar?
-Pelo menos teriam que se dar ao trabalho de aprender,pois é um dever e uma obrigação cívica! Infelizmente o exemplo vem de seus próprios ídolos,que ficam calados ou mascando chicletes ou mexendo a boca que,pela leitura labial parecem estar fazendo tudo,menos cantando o hino!
Mesmo assim valeu pelos organizadores tocarem o nosso hino inteiro e lamento pela torcida ao ignorá-lo e aos jogadores não o terem cantado.Independente do motivo.Sem falar que no meio no hino os torcedores aplaudiram e pareciam que não queriam que continuassem a execução.
O Jogo

Precisando ganhar por 2 a 0 para levar a disputa do título aos pênaltis ou por três gols de diferença para ser campeão direto, o Vitória começou a partida pressionando. Logo aos cinco minutos, o meia Ramon assustou o goleiro Rafael.
Em cobrança de falta, o experiente meio-campista bateu direito para o gol. Atento, o arqueiro espalmou a bola para a linha de fundo. Poucos depois, aos oito, os rubro-negros estiveram perto do gol mais uma vez. Schwenck aproveitou uma bola perdida na linha de fundo e cruzou para a área, na direção de Júnior.
O centroavante tocou mal de cabeça e a bola saiu à direita do gol de Rafael. Após isso, o jogo esfriou um pouco, junto com a forte chuva que caia no Barradão. E para completar, aos 18, o Vitória perdeu o lateral direito Nino contundido. Sem opções, o técnico baiano, Ricardo Silva, colocou o zagueiro Gabriel, improvisado, em seu lugar. Aos 29, o Vitória teve mais uma boa oportunidade.
O zagueiro Durval errou a saída de bola, chutando-a nas no lateral esquerdo Alex Sandro. A bola sobrou para Schwenck que, livre, finalizou para boa defesa de Rafael. No minuto seguinte, os santistas responderam. O meia Paulo Henrique lançou Robinho. O atacante dominou a bola no peito e chutou cruzado, buscando André. No entanto, o centroavante não conseguiu completar a jogada.
Depois dessa chance, o Peixe conseguiu segurar melhor o ímpeto dos donos da casa e a mostrar o seu futebol. E, aos 44, veio a recompensa para os alvinegros. Neymar cobrou falta, a defesa rubro-negra afastou parcialmente. Na sobra, o próprio atacante cruzou novamente na área. Bem posicionado, o zagueiro Edu Dracena não desperdiçou a oportunidade e, de cabeça, mandou a bola no canto direito de Viáfara: 1 a 0. Com a vantagem de poder até ser derrotado por 3 a 1, o Alvinegro Praiano voltou para o segundo tempo privilegiando mais a manutenção da posse de bola. Sem nada a perder, o Vitória se lançou de vez ao ataque e chegou ao empate.
Aos 11, o zagueiro Wallace bateu, a bola desviou na zaga do Santos e entrou no canto esquerdo de Rafael. O gol de empate animou os rubro-negros, que passaram a atacar ainda mais. Procurando quebrar essa ascensão do adversário, o técnico Dorival Júnior promoveu uma alteração. O atacante André saiu para a entrada do meia Marquinhos. Aos 21, o Peixe poderia ter definido o título de vez. Marquinhos deixou Ganso na cara do gol e o camisa 10 arrematou, com precisão, mas esbarrou na boa defesa do colombiano Viáfara, que evitou o segundo gol santista.
Sem se intimidar com os riscos que corriam, os baianos assustaram mais uma vez. Aos 25, após cruzamento vindo da direita, Renato - que havia acabado de entrar no lugar de Ramon - cabeceou a bola na trave. O sufoco dos donos da casa deu resultado aos 32, quando Júnior aproveitou boa enfiada de bola para, na saída de Rafael, tocar no canto esquerdo de Rafael, para fazer o segundo gol de sua equipe e dar um resto de esperança ao Vitória. Percebendo que precisava fazer algo para segurar a pressão rubro-negra, Dorival fez uma troca de atacantes.
Aos 33, o treinador tirou o rápido Neymar para a entrada do forte Marcel, procurando segurar um pouco mais os zagueiros baianos no campo de defesa e fazer com que o time se aproximasse mais para prender a bola no ataque. Em contrapartida, aos 38, o técnico do Vitória, Ricardo Silva, sacou o volante Bida para a entrada de mais um atacante, Adaílton.
Já perto do final do jogo, com o título praticamente assegurado, Dorival Júnior fechou o meio de campo ao substituir Robinho pelo volante Rodriguinho. Bem posicionado em campo, o Peixe suportou a pressão do adversário até o apito final do árbitro para se sagrar campeão da Copa do Brasil.
TÍTULO INÉDITO PARA O SANTOS

O Santos e a Copa do Brasil nunca pareceram feitos um para o outro. Até o título conquistado nesta quarta-feira, diante do Vitória, em Salvador, o clube colecionava decepções no torneio. Apesar de toda a sua tradição, o clube jamais havia chegado à final da competição. A história do Santos na Copa do Brasil começou apenas em 1996, na oitava edição do torneio. Mas o clube não foi longe: caiu na primeira fase diante do Atlético-PR, após derrota por 3 a 0 fora de casa.
O clube deixou a competição invicto. Depois de uma eliminação na segunda fase para o Goiás, em 1999, o Santos voltou à semifinal em 2000. Entretanto, não conseguiu segurar o Cruzeiro e acabou eliminado com derrota por 2 a 0 e empate por 2 a 2. Desde 2001, contudo, o Santos havia entrado em uma fase ruim no torneio nacional. Naquele ano, foi eliminado pelo Bahia na segunda fase, mesmo estágio em que caiu diante do Internacional na temporada seguinte.
Em 2006, o clube paulista experimentou sua primeira grande zebra na história da competição: perdeu nas quartas de final, nos pênaltis, para o então pouco conhecido Ipatinga. Na edição de 2009, a queda foi ainda pior. O time deixou a competição após derrota por 1 a 0 para o CSA, na Vila Belmiro.

Neste ano, entretanto, o Santos tratou de enterrar o mau retrospecto com uma campanha histórica. O time estreou sem convencer, com vitória de 1 a 0 sobre o modesto Naviraiense. Mas, curiosamente, aquele resultado deu força à equipe: no jogo de volta, goleou os sul-matogrossenses por 10 a 0, e deram início a uma arrancada impressionante.
Arrancada que teve 4 a 0 sobre o Remo, no Pará, eliminando o segundo jogo na segunda fase. E que incluiu um 8 a 1 no tradicional confronto com o Guarani, nas oitavas de final – no segundo jogo, os campineiros descontaram, com 3 a 2. Nas quartas de final, contra o Atlético-MG, o Santos perdeu o primeiro jogo: 3 a 2. Mas na Vila Belmiro, fez 3 a 1 e garantiu vaga nas semifinais.
Veio então, mais um confronto complicado, e nova derrota no primeiro jogo, com 4 a 3 diante do Grêmio. A Vila Belmiro, mais uma vez, vitória por 3 a 1 e a vaga na decisão. Para coroar a campanha histórica, só faltava no título. E ele veio diante do Vitória, com triunfo por 2 a 0 na Vila Belmiro e a derrota por 2 a 1 no Barradão.























































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