
SOLTO:
JUIZ CONCEDE ALVARÁ DE SOLTURA A MARCELINHO PARAÍBA!
Preso desde as 14 horas (de Brasília) de 4ª feira na Penitenciária Padrão do Serrotão, em Campina Grande-PB, o jogador Marcelinho Paraíba foi liberado no fim da tarde ainda na quarta-feira do presídio por não oferecer riscos à sua vítima, à sociedade e nem à investigação.
Afonso Vilar, advogado do atleta, solicitou a Paulo Sandro de Lacerda, juiz da 5ª Vara Criminal de Campina Grande, o alvará de soltura, que foi concedido perto das 17 horas. A seguir, o representante do atleta foi a Penitenciária Padrão do Serrotão e saiu acompanhado pelo jogador do Sport.
Horas mais cedo, Marcelinho havia prestado depoimento junto com mais três amigos em virtude de uma tentativa de estupro praticada em uma festa promovida pelo jogador em seu sítio na cidade paraibana de Campina Grande.
O denunciante foi Rodrigo do Rego Pinheiro, irmão da vítima, uma mulher de 31 anos, que foi forçada a beijar o jogador e não conseguiu reagir, sendo mordida. Rodrigo é delegado de polícia, estava na festa, e acabou afastado do cargo pela Secretaria de Segurança da Paraíba.
O irmão da vítima prometeu processar Marcelinho Paraíba, pois também viu a cena da tentativa de estupro, o que já é considerado crime pelo Código Penal. A pena é de 6 a 10 anos e o julgamento ainda não tem previsão de acontecer.
Casos de polícia não são novidades na vida do atleta de 36 anos, que já foi condenado a seis meses de prisão em regime aberto na Casa de Detenção do Monte Santo em janeiro de 2010 mas, como o período legal de dois anos após o fato ter acontecido já havia transcorrido, a punibilidade foi extinta e Marcelinho não precisou cumprir a pena.
Essa determinação do Juiz Vandemberg de Freitas, da 5ª Vara Criminal de Campina Grande ocorreu por conta de uma agressão física realizada contra o técnico em radiologia Jackson Alves de Azevedo, durante festa que aconteceu na casa de show Spazzio, em Campina Grande, no ano de 2004. Na ocasião, o então jogador do Hertha Berlim-ALE, teria mexido com a namorada da vítima, que reclamou e foi agredido, chegando a perder três dentes na briga e, segundo testemunhas, ser pisado quando estava caído no chão.
A primeira confusão de Marcelinho Paraíba com a polícia, entretanto, foi no ano de 2002, quando ele havia acabado de acertar com o clube alemão depois de sair do Grêmio. Em sua primeira temporada longe do Brasil, o jogador foi pego dirigindo embriagado e em alta velocidade pelas ruas de Berlim.
Anos depois, a acusação foi de envolvimento em briga em uma boate da capital alemã, onde, de acordo com as testemunhas, teria quebrado uma garrafa de cerveja no rosto de um homem, mas não foi processado.
O caso do estupro, quarta confusão da carreira de Marcelinho Paraíba, pode condená-lo a uma pena de 6 a 10 anos de prisão, segundo o delegado Fernando Antônio Zoccola, que acompanha o caso e solicitou a transferência para o presídio paraibano. O jogador do Sport garantiu ser inocente e seu advogado, Afonso Vilar, disse que entraria com um pedido de Habeas Corpus para liberar Marcelinho antes do julgamento. Réu primário, já que a prescrição extinguiu a punibilidade no caso do radiologista, e provisório, o atleta pode ganhar a liberdade ainda nesta semana.























































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