
O FIM!
PRA FICAR NA HISTÓRIA - O DIA EM QUE RICARDO TEIXEIRA "LARGOU O OSSO" !!!
Futebol), Ricardo Teixeira, divulgou carta nesta segunda-feira na qual anunciou sua saída da entidade e também do COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo de 2014. O vice-presidente mais velho da CBF, José Maria Marín, ficará no cargo da duas entidades até abril de 2015, quando ocorre a assembleia geral da CBF para avaliação das contas de 2014.
José Maria Marín, "o Ladrão de Medalha", que leu a carta de Teixeira em coletiva, se emocionou a falar do ex-presidente: "Acompanhei a Copa do Mundo de 1950 [no Brasil] pelo rádio, e quero dar meu testemunho como ex-atleta e brasileiro. O Ricardo Teixeira tornou realidade o sonho de milhões de brasileiros. Eu chorei naquele dia que perdemos para o Uruguai, e agora temos que fazer justiça. O grande responsável por dar esse oportunidade ao Brasil é o Ricardo Teixeira. E presto solidadiredade a outra pessoa que aprendi a admirar e respeitar há muito tempo, o João Havelange. Há pessoas pelas quais temos que ter ao menos respeito. Se não tem gratidão, ao menos respeito tem que ter", afirmou, emocionado.
No comunicado divulgado por Teixeira, o dirigente deixou um "muito obrigado" à torcida brasileira, lembrou os títulos conquistados pela seleção desde que ele assumiu o cargo e afirmou que todas as acusações de corrupção contra ele são "injustas". "Fiz nesses anos o que estava ao meu alcance, sacrificando a saúde. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias. Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido", escreveu.
Teixeira foi 18º presidente da Confederação Brasileira de Futebol, e estava no cargo desde 16 de janeiro de 1989. Seu 5º mandato consecutivo terminou em 2007, mas havia sido foi prolongado (sob acordo) até o final da Copa do Mundo de 2014. O ex-presidente tinha 0,01% da sociedade do COL (99,9% são da CBF), porcentagem que agora é de Marín.
Ricardo Teixeira vinha sofrendo com protestos de torcedores por todo o Brasil nos últimos anos
Organizadora da Copa de 2014 no Brasil, a Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) ainda não se pronunciou sobre a saída de Ricardo Teixeira. Em contato com a reportagem do iG, a assessoria de imprensa da entidade disse que deverá divulgar uma nota em breve sobre o caso. Como presidente do COL, Teixeira tinha obrigações como interlocutor do país com a entidade máxima do futebol. Sem trânsito no Planalto desde 2011, o ex-presidente da CBF e do COL, entretanto, já estava isolado das principais decisões do Governo Federal e da Fifa em relação ao Mundial.
Queda anunciada
A saída de Ricardo Teixeira foi arquitetada nos últimos meses. Sem apoio da Fifa, que já trata da Copa do Mundo de 2014 diretamente com o Governo Federal, e sem diálogo com a presidenta Dilma Rousseff, o cartola sofreu com novas denúncias de corrupção. Envolvido, segundo a "BBC", em um caso de corrupção dentro da Fifa, que está sendo investigado na Suíça, o brasileiro tem seu nome ligado agora a um escândalo no Brasil. Documentos revelados pela "Folha de S. Paulo" apontaram que o cartola tem ligações com a empresa que superfaturou o amistoso da seleção brasileira contra Portugal, em 2008, no Distrito Federal. O caso foi investigado pela Polícia Civil de Brasília e está na Justiça Federal.
Em dezembro, Ricardo Teixeira chegou a pedir uma licença do cargo de presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo). Durante o período deixou de comparecer ao Mundial Interclubes e ao prêmio de melhor jogador do mundo, importantes eventos da Fifa, onde o dirigente já não goza de prestígio. Nas duas ocasiões, foi representado por José Maria Marin, que o substituiu de forma definitiva por ser o vice-presidente mais velho da entidade.
Segundo pessoas próximas a Teixeira, problemas de saúde e questões familiares também o levaram a deixar o cargo. Um funcionário da entidade revelou ao iG que ele se diz cansado e que não aguenta mais o desgaste da sua imagem respingando na vida dos filhos. Em setembro de 2011, Ricardo Teixeira chegou a ser internado no hospital Pró-Cardiáco, na zona Sul do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro. O cartola teve uma crise de diverticulite, processo inflamatório na parede do cólon, ligada ao intestino grosso.
Fifa foi um sonho
Todo poderoso após a confirmação do Brasil como sede da Copa de 2014, em 2007, Teixeira chegou a articular uma provável candidatura a presidência da Fifa para 2015. O plano, entretanto, perdeu força nos últimos meses, quando caiu em desgraça com o atual número 1 da entidade máxima do futebol, Joseph Blatter, ao apoiar Mohamed Bin Hammam nas eleições do ano passado. O ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol desistiu da candidatura após revelações de que comprou votos para o pleito.
Durante o período eleitoral na Fifa, Teixeira voltou atrás e passou a apoiar Blatter. O movimento não foi suficiente para melhorar a relação com o presidente da entidade, que, com a desistência de Bin Hammam, venceu a eleição sem nenhum adversário.
Isolado no Planalto
À frente da CBF desde 1989, Ricardo Teixeira já viveu períodos de isolamento e de aproximação com o Governo Federal. Durante o governo Lula foi aliado do ex-presidente e era recebido pelo alto escalão do Planalto. Com Dilma Rousseff, entretanto, não tem o mesmo trânsito. Desde o ano passado não consegue uma audiência com a presidenta, que já se reporta diretamente à Fifa para tratar dos assuntos referentes a Copa do Mundo de 2014.
A última aparição pública de Ricardo Teixeira foi no anúncio de Ronaldo como membro do conselho do COL em novembro de 2011. Desde então, o ex-jogador virou a imagem do comitê. A imagem do ex-jogador, ídolo mundial ligada ao Mundial agrada o Planalto. Nos bastidores, entretanto, Teixeira ainda tinha voz e definia o que deve ser feito pelo “Fenômeno”.
- Leia a carta do agora ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira:
Ser presidente da CBF durante todos esses anos representou na minha vida uma experiência mágica. O futebol, no Brasil, é mais que esporte, mais que competição. É a paixão que envolve, é o sofrimento que alegra, é a fidelidade que unifica. Por essas razões, pensei muito na decisão que ora comunico e pensei muito no que dizer sobre minha decisão.
Presidir paixões não é tarefa fácil. Futebol em nosso país é sempre automaticamente associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos, despertou o talento. Quando perdemos, imperou a desorganização. Fiz, nestes anos, o que estava ao meu alcance, sacrificando a saúde, renunciando ao insubstituível convívio familiar. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias. Mas isso é muito pouco, pois tive a honra de administrar não somente a Confederação de Futebol mais vencedora do mundo, mas também o que o ser humano tem de mais humano: seus sonhos, seu orgulho, seu sentimento de pertencer a uma grande torcida, que se confunde com o país.
Ao trazer a Copa de 2014, o Brasil conquistou o privilégio de sediar o maior e mais assistido evento do mundo, se inseriu na pauta mundial, alavancou mais a economia e aumentou o orgulho de todo o povo brasileiro. Tentei, no limite das minhas forças, organizar os talentos. Nas minhas gestões, criamos os campeonatos de pontos corridos e a Copa do Brasil, aumentamos substancialmente as rendas do futebol brasileiro, desenvolvemos o marketing e, principalmente, vencemos.
Hoje, deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação do dever cumprido. Não há sequência de ataques injustos que se rivalizem à felicidade de ver, no rosto dos brasileiros, a alegria da conquista de mais de 100 títulos, entre os quais duas Copas do Mundo, cinco Copas América e três Copas das Confederações. Nada maculará o que foi construído com sacrifício, renúncia e dor.
A mesma paixão que empolga, consome. A injustiça generalizada, machuca. O espírito é forte, mas o corpo paga a conta. Me exige agora cuidar da saúde. Em obediência ao estatuto da CBF, mais precisamente ao disposto em seu artigo 37, você, meu vice-presidente e ex-governador de São Paulo, José Maria Marin, passa a presidir a CBF. A você, desejo sorte, para que o talento se revele na hora certa; discernimento, para que o futebol brasileiro siga cada vez mais organizado e respeitado; e força, para enfrentar as dificuldades que certamente virão.
Deixo a CBF, mas não deixo a paixão pelo futebol. Até por isso, a partir de hoje e sempre que necessário, coloco-me à disposição da entidade. Reúno-me com mais força à minha família, que entendeu minha missão, apoiou-me sempre e me faz ainda mais feliz. Agradeço de maneira especial aos presidentes de clubes e das federações estaduais, aos dirigentes e colaboradores da CBF, amigos leais em quem sempre encontrei apoio incondicional para o desempenho de meu trabalho. À torcida brasileira, meu muito obrigado. Nunca me esquecerei das taças sendo erguidas. Elas estão no coração de cada um de nós. Elas são um pedaço do Brasil.
Cordiais saudações,























































2 comentários
RUM,to pouco me cagando pra essa imprensa,se eu quiser mando o marín não dar credencial na copa!
Não preciso nem comemorar essa decisão, resta saber que será seu sucessor. Não vejo o Marín com condições.
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